Quem roda o dia inteiro sabe que picape boa é sinônimo de trampo garantido: carga, espaço pra ferramenta, pra mudança, pra bico de fim de semana. E o jogo tá prestes a ganhar mais um nome forte.

A BYD confirmou que a Mako, sua nova picape híbrida plug-in, chega ao Brasil em agosto de 2026. A picape foi apresentada recentemente na Agrishow e deve desembarcar por aqui inicialmente importada da China, antes de uma possível produção local mais pra frente — o mesmo caminho que outros modelos da marca já percorreram.
O que a Mako traz debaixo do capô
O sistema é o DM-i flex, que combina um motor 1.5 aspirado a combustão com propulsão elétrica. Na versão de tração dianteira, a expectativa é de 234 cv — número que já bate de frente com boa parte do segmento. A marca também sinaliza a possibilidade de uma configuração 4×4 de até 324 cv no futuro, pra quem precisa de mais categoria fora do asfalto.
Quem ela vai encarar
A Mako entra pra brigar de igual pra igual com nomes que já dominam esse pedaço do mercado: Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick. É um recorte de picape média, que mistura uso urbano com carga — exatamente o perfil de quem trabalha com o carro todo santo dia.
O que ainda falta saber
Até agora, a BYD não divulgou preço oficial nem ficha técnica completa da Mako pro mercado brasileiro. Isso costuma sair mais perto da data de lançamento — o Manual dos Carros vai atualizar essa matéria assim que a marca soltar os números oficiais.
Se você depende do carro pra trabalhar, vale ficar de olho: uma nova opção híbrida entrando forte nesse segmento tende a mexer com o preço de toda a concorrência, inclusive nas usadas.
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Como funciona o sistema híbrido DM-i da BYD
O sistema DM-i (Dual Mode intelligent) é a tecnologia híbrida plug-in que a BYD já usa em outros modelos vendidos no Brasil, como o próprio Atto 2. A lógica geral do sistema prioriza o uso do motor elétrico na maior parte do tempo, com o motor a combustão entrando principalmente para gerar energia extra ou apoiar o sistema em demandas mais altas de potência. Na prática, para quem usa a picape no dia a dia urbano, isso costuma significar consumo de combustível bem menor do que uma picape puramente a combustão de potência equivalente.
O caminho de nacionalização já percorrido por outros modelos da marca
A estratégia de trazer a Mako inicialmente importada da China, com produção local possível mais à frente, segue o mesmo caminho já percorrido por outros lançamentos recentes da BYD no Brasil — a marca tem investido pesado na fábrica de Camaçari (BA), que já produz outros modelos da linha com peças cada vez mais nacionalizadas. Para quem considera comprar a Mako logo no lançamento, vale ter em mente que veículos importados no início da comercialização costumam ter prazo de entrega mais longo e disponibilidade de peça mais restrita nos primeiros meses.
O que pesa na balança entre Mako, Toro, Rampage e Maverick
Para quem já está decidido entre uma picape média e quer entender onde a Mako se encaixa, vale considerar não só a potência e a proposta híbrida, mas também fatores práticos como capacidade de carga na caçamba, altura de vau e o custo estimado de manutenção a longo prazo. Rivais como Toro e Rampage já têm um histórico mais longo de uso real no Brasil, o que pode pesar a favor de quem prioriza previsibilidade em vez de novidade tecnológica.
O que significa a sigla DM-i na prática do dia a dia
Para quem não é familiarizado com a nomenclatura da BYD, vale reforçar que o “i” de DM-i indica a versão “inteligente” do sistema Dual Mode, otimizada para eficiência de combustível no uso urbano, em contraste com versões da tecnologia mais focadas em desempenho puro. Essa característica é especialmente relevante para uma picape, categoria que tradicionalmente sacrifica eficiência em nome de capacidade de carga e robustez — a proposta da Mako é justamente entregar isso sem abrir mão do consumo mais controlado no dia a dia.