Resumo: No Onix 2ª geração, a troca de óleo ganhou peso extra na rotina de manutenção: a correia dentada banhada a óleo torna a especificação e a periodicidade da troca um item crítico, não apenas recomendável.

Imagem ilustrativa: Troca de óleo do motor — Foto de Tony Webster, Wikimedia Commons (CC BY 2.0).
Visão geral
Na 2ª geração, os motores 1.0 aspirado e 1.0 Turbo (ambos Ecotec, três cilindros) têm uma particularidade que muda a importância da troca de óleo: a correia dentada é banhada a óleo, ou seja, fica dentro do motor e depende diretamente da qualidade e da troca correta do óleo para durar.
Isso não muda o procedimento mecânico da troca em si, mas eleva a exigência de seguir rigorosamente a especificação e o intervalo do manual — tanto em quilometragem quanto em tempo (meses), já que o óleo se degrada mesmo em carros que rodam pouco.
Diferenças entre a 1ª geração (2015-2019) e a 2ª geração (2020+)
A diferença mais importante frente à 1ª geração é justamente essa relação entre óleo e correia dentada banhada a óleo: usar óleo fora da especificação ou atrasar a troca nesta geração tem consequência potencialmente mais grave (desgaste prematuro da correia interna) do que na geração anterior, onde a correia é externa e convencional. Além disso, o motor turbo desta geração tende a se beneficiar de óleo sintético pela maior temperatura de trabalho, diferentemente do motor aspirado mais tolerante da 1ª geração. Sempre confirme a viscosidade exata na tampa de óleo do motor ou no manual do seu exemplar.
Passo a passo
- Aqueça levemente o motor e depois desligue-o antes de iniciar o procedimento
- Posicione o carro sobre rampa ou elevador e localize o bujão de dreno do cárter
- Remova o bujão e drene todo o óleo usado em um recipiente adequado
- Substitua o filtro de óleo, lubrificando a borracha de vedação antes de instalar
- Recoloque o bujão com torque correto e arruela de vedação nova
- Complete com óleo na especificação exata indicada no manual — item crítico nesta geração — e confira o nível na vareta
- Respeite também o prazo em meses recomendado pelo fabricante, mesmo que o carro não tenha rodado a km completa entre trocas
Peças e faixa de preço de referência
Valores de mercado aproximados, apenas para referência — consulte preços atualizados antes de comprar.
| Peça | Faixa de preço |
| Óleo sintético/semissintético na especificação exigida (troca completa) | R$ 140 – R$ 280 |
| Filtro de óleo | R$ 30 – R$ 60 |
| Arruela de vedação do bujão | R$ 3 – R$ 12 |
Erros mais comuns
- Usar óleo fora da especificação para economizar — o erro mais arriscado nesta geração por causa da correia dentada banhada a óleo
- Trocar só por quilometragem e ignorar o prazo em meses recomendado pelo fabricante
- Não substituir o filtro de óleo a cada troca
- Deixar o carro parado por longos períodos sem considerar a troca por tempo, mesmo com baixa quilometragem
Cuidados extras e perguntas frequentes
Além do procedimento em si, vale entender por que a troca de óleo é considerada o serviço de manutenção mais importante de qualquer motor a combustão. O óleo não serve só para lubrificar: ele também ajuda a resfriar componentes internos, limpa resíduos de combustão e protege contra corrosão. Quando o óleo envelhece, perde viscosidade e capacidade de proteção, mesmo que o carro ainda não tenha rodado a quilometragem indicada para a troca.
Um sinal de alerta que muitos motoristas ignoram é a cor e a textura do óleo na vareta: óleo novo costuma ser translúcido e dourado, enquanto óleo no fim da vida útil fica escuro, opaco e mais grosso ao toque. Se ao verificar a vareta o óleo parecer com aspecto de borra ou tiver cheiro de queimado, isso é sinal de que a troca não pode esperar, independentemente da quilometragem restante até o intervalo recomendado.
Vale reforçar também o cuidado com o descarte do óleo usado: por ser um resíduo poluente, ele nunca deve ser jogado no ralo, no lixo comum ou direto no solo. A maioria dos postos de troca de óleo e autopeças aceita o óleo usado para descarte correto, e isso deve fazer parte da rotina de quem faz a troca em casa.
Por fim, é comum surgir a dúvida entre óleo mineral, semissintético e sintético. Na prática, quanto mais sintético o óleo, maior a proteção em temperaturas extremas e maior o intervalo de troca permitido — mas o correto é sempre seguir a especificação indicada pela montadora para o motor específico do veículo, e não apenas escolher pelo preço mais baixo na prateleira.
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