Resumo: No Onix 2ª geração (2020+), o ponto de atenção mais citado é a correia dentada banhada a óleo, seguido por relatos pontuais em direção elétrica e no sistema de ar-condicionado — um conjunto de problemas bem diferente do observado na 1ª geração.

Imagem ilustrativa: Mecânico reparando suspensão de veículo elevado — Foto de Shixart1985, Wikimedia Commons (CC BY 2.0).
Visão geral
A 2ª geração do Onix, com a plataforma GEM e motores 1.0 aspirado ou 1.0 Turbo, é mecanicamente mais moderna que a geração anterior, mas trouxe também itens de atenção próprios dessa nova engenharia — alguns deles amplamente discutidos por proprietários e pela imprensa especializada.
Estar ciente desses pontos ajuda a cobrar a manutenção correta e a identificar sintomas cedo, antes que se tornem reparos maiores.
Diferenças entre a 1ª geração (2015-2019) e a 2ª geração (2020+)
O item mais relevante e mais diferente da geração anterior é a correia dentada banhada a óleo: por ser interna e lubrificada pelo próprio óleo do motor, seu desgaste prematuro em algumas unidades gerou repercussão suficiente para a Chevrolet estender a garantia desse componente (240 mil km, sem limite de tempo, nos modelos afetados). Outros pontos citados por proprietários incluem falhas pontuais na direção elétrica (EPS) — sistema que a 1ª geração, majoritariamente hidráulica nas versões de entrada, não compartilha — e queixas de resfriamento insuficiente do ar-condicionado em alguns exemplares. Já problemas de suspensão (buchas, bieletas) aparecem nas duas gerações, por serem itens de desgaste natural comuns a qualquer carro popular.
Passo a passo
- Respeite rigorosamente a especificação de óleo do manual — item crítico para a saúde da correia dentada banhada a óleo desta geração
- Fique atento a ruídos metálicos vindos da região do motor, que podem indicar desgaste da correia interna, e procure uma concessionária para diagnóstico
- Observe o funcionamento da direção elétrica; folga anormal ou perda momentânea de assistência merecem diagnóstico
- Teste o ar-condicionado regularmente, verificando a temperatura de saída do ar
- Verifique ruídos de suspensão (buchas, bieletas), problema que também ocorre nesta geração com o avanço da km
- Diante de qualquer luz de alerta no painel, faça a leitura de códigos antes de continuar rodando
Peças e faixa de preço de referência
Valores de mercado aproximados, apenas para referência — consulte preços atualizados antes de comprar.
| Peça | Faixa de preço |
| Kit de correia dentada banhada a óleo (quando indicado pela concessionária) | consulte a rede autorizada — item de garantia estendida em muitos casos |
| Jogo de buchas/bieletas de suspensão | R$ 90 – R$ 240 |
| Reparo do módulo de direção elétrica (conforme o caso) | consulte uma oficina especializada |
Erros mais comuns
- Usar óleo fora da especificação, o principal fator de risco para a correia dentada banhada a óleo desta geração
- Ignorar ruído metálico no motor esperando que “desapareça”
- Não verificar se o carro está dentro da campanha de garantia estendida da correia antes de pagar por um reparo particular
- Achar que os problemas típicos da 1ª geração (vazamento de direção hidráulica, por exemplo) também se aplicam aqui, quando a arquitetura é outra
Cuidados extras e perguntas frequentes
Quando uma luz de alerta acende no painel, a primeira reação não deveria ser apagar o código ou ignorar o aviso — deveria ser identificar o que a luz representa. Luzes vermelhas (como pressão de óleo ou temperatura do motor) geralmente indicam que o carro deve ser parado com segurança o quanto antes, enquanto luzes amarelas ou laranjas costumam sinalizar que o carro pode ser levado até uma oficina, mas não devem ser ignoradas por muito tempo.
Um hábito importante para quem quer economizar em manutenção é anotar exatamente em que situação o problema aparece: se acontece só com o motor frio, só depois de rodar um tempo, só em determinada velocidade, ou só ao ligar algum acessório (como o ar-condicionado). Essa informação ajuda muito o mecânico a diagnosticar mais rápido e evita trocas de peça “por tentativa”, que custam tempo e dinheiro sem resolver a causa real.
Na hora de decidir entre peça original e peça compatível/paralela, vale considerar o tipo de componente: para itens de segurança (freio, suspensão, direção), a recomendação geral é priorizar peças de marcas reconhecidas e com procedência garantida, mesmo que não sejam a marca original da montadora. Já para itens menos críticos, peças compatíveis de qualidade costumam entregar bom custo-benefício.
Manter um scanner OBD2 basico no porta-luvas, hoje disponivel por preco acessivel, ajuda a identificar rapidamente o codigo de falha assim que uma luz acende – informacao que, levada a oficina, agiliza bastante o diagnostico e reduz a chance de pagar por testes que ja poderiam ter sido descartados de antemao.
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